PREFEITOS ELEITOS JÁ ENFRENTAM PROBLEMAS. DE QUEM É A CULPA?

Desmando. Descaso. Irresponsabilidade administrativa.
Esses ingredientes juntos, se tornaram uma triste realidade para grande parte  dos gestores municipais que assumiram seus postos na maioria do municípios pernambucanos. A chamada ”herança maldita”, - adjetivo que se atribui às más condições nas quais se recebe equipamentos pertencentes ao patrimônio público e ativos do município, após gestões desastrosas -, já vem se tornando uma triste rotina para os prefeitos que pensavam em melhorar o panorama no seu município desde o princípio dos seus Governos.
Prefeita de Brejão, Beta Cadengue (PSB)  Foto: Maurício Pais
No Agreste de Pernambuco, a situação é idêntica: Recentemente no município de Brejão, distante 255 quilômetros do Recife, a Prefeita Beta Cadengue (PSB) ao assumir, se deparou com uma verdadeira frota “fantasma”. Equipamentos, veículos e máquinas que deveriam estar servindo à população, adquiridos e pagos com dinheiro público, estavam sucateados em garagens municipais. Ônibus, tratores, ambulâncias e unidades móveis que foram recebidos em plena condição de uso em 2013, encontravam-se deterioradas, faltando peças e alguns até já são considerados irrecuperáveis. Beta não teve dúvidas: Determinou que os veículos fossem “guinchados” até as ruas de Brejão e expôs à população a mazela “herdada”. O cenário foi estarrecedor gerando críticas à gestão anterior. A prefeita revelou também que acionou os órgãos de fiscalização do estado para que o ex gestor seja responsabilizado por má gestão de recursos públicos. Além disso, a estrutura física de parte dos prédios públicos também está comprometida, bem como o pagamento de funcionários e previdência municipal.

JUPI
Prefeito de Jupi, Marcos Patriota (DEM) em entrevista. ao Programa 
Falando com o Agreste.  Foto: Maurício Pais
Já em Jupi, município situado a 209 quilômetros da Capital, a epopeia do novo prefeito não foi diferente. Recém eleito, Marcos Patriota (DEM), foi surpreendido pelo estado devastador no qual o munípio se encontra: irregularidades na previdência dos funcionários públicos, não pagamentos de salários de Dezembro e 13%, deterioração de prédios públicos, inclusive da própria prefeitura que não oferece condições  sequer de atendimento ao público e muito menos aos funcionários internos. 
Além disso, após o término da disputa eleitoral muitos dos serviços públicos básicos deixaram de ser ofertados à população. Em reunião promovida de forma imediata com seu departamento Jurídico, Patriota expôs a situação e a ex prefeita Celina Brito (PDT) deve ser acionada judicialmente.

DETERMINAÇÃO DO TCE-PE

As graves denúncias feitas pelos prefeitos eleitos não devem passar impunes pelos órgãos fiscalizadores. A recomendação é que os gestores procurem tanto o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) quanto o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) para informar sobre a situação que encontraram nas contas municipais. O levantamento informal do TCE mostra que 82 das 136 prefeituras que fizeram o processo de transição detectaram problemas, mas é preciso que os prefeitos formalizem a denúncia para que os órgãos tomem as providências cabíveis. O silêncio dos administradores que estão chegando poderá se reverter contra eles, que podem ser punidos por omissão, conivência ou terem sua gestão responsabilizada. Além disso, contratos e convênios podem ser afetados, caso as administrações estejam inadimplentes.

Por Marcelo Jorge

Fonte: MarceloJorge.com

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